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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Maria: A alegria de ser grávida de Deus! (Lc 1, 34-38)





Maria Santíssima foi aquela que teve a alegria de ter escolhido a melhor parte e de também ter sido escolhida por Deus como a melhor parte dentre tantas jovens daquele lugar, teve os seus sentimentos confortados.
A cumplicidade d’Ela com o próprio Deus no Seu projeto salvífico a enchia de alegria: “E o meu espirito exulta de alegria em Deus meu Salvador”. Lc 1,47
São Cirilo de Alexandria em homilia pronunciada no conselho de Éfeso proclamou: Contemplo esta assembleia de homens santos e alegres “Salve, ó Maria, tu que trouxeste em teu sagrado seio o imenso e incompreensível, ..., por ti são postos em fuga os demônios, por ti cai do céu o diabo tentador, por ti é elevado ao céu a criatura decaída, por ti o gênero humano conhece a verdade, por ti recebemos o óleo da alegria, por ti nações são conduzidas a conversão”. Quem é capaz de celebrar Maria Santíssima, merecedora de todo louvor?
Ela é Mãe e Virgem. Quem jamais ouviu dizer que o construtor fosse impedido de habitar o templo que ele próprio construiu? Quem se humilhou tanto a ponto de escolher uma escrava para ser sua própria mãe?
CIC 488(...)  Por isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galiléia, uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria" (Lc 1,26-27):
Denominada nos Evangelhos "a Mãe de Jesus" (João 2,1;19,25), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como "a Mãe de meu Senhor" (Lc 1,43).

A constituição dogmática Lumem Gentium (LG), nos explica:
LG -56. Mas o Pai das misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinara para mãe, precedesse a encarnação, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida. É o que se verifica de modo sublime na Mãe de Jesus, (...) S. Ireneu, e não poucos Padres afirmam com ele, nas suas pregações, que o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a virgem Maria com a sua fé», e eu digo: A tristeza veio por Eva e a alegria veio por Maria.
e, por comparação com Eva, chamam Maria a “mãe dos vivos e afirmam muitas vezes: «a morte veio por Eva, a vida veio por Maria”.

CIC 509 -     Maria é verdadeiramente "Mãe de Deus", visto ser a Mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus, (Theotókos).

Vamos buscar nos dicionários Houwaiss e Aurélio o que quer dizer alegria e gravidez:
Alegria: estado de viva satisfação, de vivo contentamento; regozijo, júbilo, prazer, contento, acontecimento feliz.
Ex.: o nascimento do filho foi uma a. Sentimento de felicidade, de contentamento.
A alegria de ser mãe notava-se lhe nos olhos, tudo quanto alegra, contenta, jubila, exulta, divertimento, distração, prazer.
Ex.: Os filhos são a sua única alegria; divertimento, distração, prazer.
Gravidez: substantivo feminino, estado resultante da fecundação, e que envolve o subsequente desenvolvimento, no útero, do feto gerado, até a sua expulsão. Igual a gestação: ação de gestar;
[Do lat. gestatione, nome da ação do lat. gestare, ‘levar’, ‘trazer’; ‘carregar’.] 
Fenômeno de desenvolvimento, no útero, do produto da fecundação.                                                          Ambos os dicionários citam a maternidade como um exemplo de profunda alegria.
CIC 100 -     O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele.
Estamos aqui para ajudar você a aumentar os seus conhecimentos!
Maria Santíssima era uma pessoa livre. Ela dialoga com o anjo enviado de Deus para conhecer as condições da concepção ( Lc 1, 5ss). Mostra-se, assim, Virgem sabia e prudente, que, como diz São João Crisóstomo: “Não se deixou levar pela alegria nem aceitou de imediato o que lhe era proposto”. Ela decide com pleno conhecimento de causa.
Ela aparece como autêntica parceira, cúmplice de Deus, reflete em silêncio, pergunta, e dá sua adesão. Em contraste com Zacarias, Lc 1, 5-20, que se perturba, mas não reflete, pergunta duvidando e merece por isso a censura do anjo.
Ela na anunciação confronta com a situação da mulher daquele tempo, que não tinha reconhecimento, rompendo com o modelo cultural vigente. A mulher não era autônoma, dependia do homem (Pai, marido, irmão, filho). Ela assume uma gravidez sem consultar a “Carne ou o sangue” da sua família.
Ela não joga o jogo do parece cultural, da época, e sim, de pessoa autodeterminada, livre e alegre.
A sua maternidade não foi indesejada, e sim esperada, num sentimento de dignidade, assumida de todo coração.  Amou o seu filho antes de vir à luz, mas foi o seu amor e sua alegria que fez o Messias vir ao mundo.
A Virgem Maria antes de conceber no ventre, concebeu na mente, isso é consciente, alegre e livre. Pouco sentido teria se ela não tivesse primeiro concebido na mente, apenas no corpo, muitas gravidezes indesejadas existiram.
O LG 53 diz: Na anunciação recebeu o verbo de Deus no coração e no corpo. Independente de todo varão seja marido ou filho.
O Espirito Santo é Deus, e Deus não muda!
Montfort, no Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem (TVD) nos diz:
TVD 35. Maria produziu, com o Espírito Santo, a maior maravilha de quantas já existiram ou existirão: o Homem-Deus. Produzirá ainda, consequentemente, as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos. A formação e educação dos grandes santos, que hão de vir no fim do mundo.
TVD 36. Tendo-a encontrado numa alma, o Espírito Santo, seu Esposo, voa para lá, entra plenamente e comunica-se a essa alma abundantemente e na mesma medida em que ela dá lugar a Maria. Uma das grandes razões por que o Espírito Santo não opera agora maravilhas retumbantes nas almas é que não encontra nelas uma união bastante íntima com a sua fiel e indissolúvel esposa.
A alegria que Maria experimentou nós podemos também experimentar! É só estarmos cheios d’Ela, que o Espírito Santo fecundará Jesus em nós.
Sua virgindade é de alegria, é de plenitude, e não de falta. Se fez Virgem por se querer toda de Deus e toda para Deus. Sua opção virginal não se mostra como limitação da humanidade plena, e sim ao contrário, da plenificação desta humanidade. Isso gera alegria!
Uma virgindade insuperável, virgindade esponsal e materna, só possível graças ao Espirito Santo.
Liberdade gera alegria, e é a capacidade de ser sujeito autônomo das próprias ações e responsável das mesmas em face dos outros, Nossa Senhora é alegre e livre.
A Virgem Maria, como diz São Luis de Montfort no:
TVD 14. Com toda a Igreja confesso que Maria, não sendo maisque uma simples criatura saída das mãos do Altíssimo, é menor que um átomo, ou antes, não é nada em comparação com a sua majestade infinita, visto que só Deus é “Aquele que é” (Ex 3,14)(...) não teve nem tem absoluta necessidade da Santíssima Virgem  para o cumprimento dos Seus desígnios e para a manifestação da sua glória. Basta-lhe querer para tudo fazer.
TVD  16. Por mais ardentes que fossem os suspiros dos Patriarcas e as súplicas que durante quatro mil anos lhe fizeram os Profetas e os Santos da Antiga Lei para obterem esse tesouro, só Maria o mereceu. Só Ela encontrou graça diante de Deus pela força das suas orações e pela grandeza das suas virtudes.
TVD 17. Deus Pai, para dar a Maria o poder de produzir o seu Filho e todos os membros do seu Corpo Místico, comunicou-lhe a sua fecundidade, na medida em que uma simples criatura a podia receber.
Ela é menor que um átomo, tinha um nome comuníssimo, socialmente era uma mulher insignificante, noiva de um operário, moradora de uma vila obscura e sem história, mas era feliz!
Deus não escolheu um varão, e sim uma mulher submetida a um varão, diferente das alianças anteriores de Deus com varões (Nóe, Abraão, Moseis, Davi). A nova e eterna aliança é inaugurada e selada pelo intermédio de uma mulher.
Ela confessa: Lc 1, 48-52 Deus olhou para a pequenez de Sua serva..., grandes coisas fez em mim o onipotente... Precipitou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes.
Livre arbítrio é o que ela tinha, não estava submetido a outro senhor, tal como um simples escravo, mas ela tinha liberdade, que é de não estar submetida aos próprios caprichos, sendo escrava por amor.
Na anunciação o que está em questão não é o destino de Maria, mas sim o plano de Deus, o destino do mundo. A sua participação não era apenas um serviço à salvação, mas sim uma participação voluntária a salvação de todos.
Longe de ser como o filho que diz sim e não vai (Mt 24,30) Ela diz sim e faz a vontade do pai.
Enfim, a maternidade de Maria não era para sua satisfação pessoal, como de muitas mães. Ela não tornou-se Mãe de Deus apenas para vantagem própria, mas sim  para a salvação do mundo.
O papa Paulo VI na encíclica Marialis Cultos 37,2 diz que a sua maternidade se dilatou para dimensões universais.
TVD  27. Visto que a graça aperfeiçoa a natureza e a glória aperfeiçoa a graça, é certo que Nosso Senhor, no Céu, é ainda tão filho de Maria como o foi na Terra. Conservou, portanto, a submissão e a obediência do mais perfeito de todos os filhos para com Maria, a melhor das mães.
TVD 30. Como na geração natural e corporal há um pai e uma mãe, assim também na geração sobrenatural e espiritual há um pai, que é Deus, e uma mãe, que é Maria. Todos os verdadeiros filhos de Deus e predestinados têm a Deus por pai e a Maria por mãe; e quem a não tem por mãe, não tem Deus por pai.
O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herético, um homem de má doutrina, um réprobo de um predestinado, é que o herético e o réprobo não têm senão desprezo ou indiferença pela Santíssima Virgem.

São Tomas diz que pela anunciação, o anjo Gabriel é enviado pela parte de Deus, e a Virgem dá o consentimento por parte da humanidade.
São Bernardo diz: Ouviste ò Maria! O anjo aguarda a tua resposta..., também nós, Senhora, esperamos tua palavra de misericórdia..., toda a humanidade, prostrada a teus pés, a aguarda!
A fé foi o sentimento que moveu a Virgem Maria.
“Feliz aquela que acreditou, porque se cumprirão as promessas que da parte de Deus te foram ditas” Lc 1,45
Beato João Paulo II disse: “Jamais na História humana tanta coisa dependeu, como então, do consentimento de uma criatura”.
Bento XVI proclama o ano da fé, e Montfort nos exorta a respeito:
TVD  214. A Santíssima Virgem far-te-á participar da sua fé, que foi a maior que já houve na Terra, maior até que a dos Patriarcas, Profetas, Apóstolos e todos os Santos. Agora que reina nos céus, já não tem essa fé, pois vê claramente todas as coisas em Deus, pela luz da glória (1 Cor 13, 8-13). No entanto, por permissão do Altíssimo, não perdeu a sua fé ao entrar na glória: guardou-a a fim de conservá-la na Igreja militante para os Seus mais fiéis servos e servas.
Deus não mandou junto com o anjo Gabriel um manual de instruções de como cuidar e educar o complexo Menino Jesus! Mesmo assim a Virgem o Concebeu com muita alegria.
Mesmo sendo mãe de Deus, não tinha um ambiente bom e digno para receber os visitantes. O rei nasceu num estábulo, pobre e sem conforto. Maria Santíssima não se preocupou em esconder o seu filho e nem se desculpou pelo desconforto e ambiente impróprio na qual o recebeu. Lá Ele foi exaltado pelos Reis Magos: “Gloria a Deus nos mais altos e paz na terra aos homens por Ele amados”.
Ela curtia seu filho a cada momento, ensinava e aprendia, não era uma mãe comum!
Tinha os livros de Moisés, os Salmos e os ensinamentos de Salomão, mas tudo indica que foi na capacidade de meditar que Deus à assistia nas suas decisões, era uma mulher alegre e de oração.
Não foram as regras a principal forma de educar Jesus, Ele era muito obediente, mas não era uma criança quieta, era sim ativa, uma criança exploradora, sempre buscando novas experiências.
Ela não era uma Mãe proibitível, nem tão pouco permissível, mas sim, intuitiva, inteligente, criativa, feliz, cheia do Espírito Santo.
Não era impulsiva, observava os detalhes, analisava as situações por vários ângulos, educar Jesus não foi fácil.
A mulher alegre que foi encontrada por Lucas, neste encontro maravilhoso, contou a experiência que teve com Isabel na região montanhosa da Judéia. Ela vinha cansada da longa viagem e quando Isabel disse: “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” Maria Santíssima retomou suas forças e suspirou, recitando então o mais belo poema: O Magnificat Lc 1,46-56
Que aborda ao menos quatro grandes temas:
a)      O relacionamento estreito d’Ela com Deus
b)      Uma Síntese do antigo Testamento com mais de quinze citações
c)      Uma visão política e social das pessoas
d)     Um entendimento sobre os fenômenos psíquicos daquele povo
“E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.
Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.”

Ela tinha um grande intelecto, uma mente de gênio, mais administrava tudo isso guardando no seu coração. Sempre grávida, de nós, da palavra, de Jesus, sem perder a alegria.
TVD  33. (...) Podemos aplicar-se à Santíssima Virgem, com mais verdade ainda do que São Paulo as aplicava a si próprio, estas palavras: “Filhinhos meus, por quem eu sinto de novo as dores do parto, até que Cristo se forme em vós” (Gl 4, 19): Todos os dias dou à luz os filhos de Deus, até que meu Filho Jesus Cristo seja neles formado em toda a plenitude da sua idade. Santo Agostinho, ultrapassando-se a si mesmo e a tudo o que eu acabo de dizer, afirma que os predestinados, para se tornarem conformes à imagem do Filho de Deus, vivem neste mundo escondidos no seio da Santíssima Virgem. Lá são guardados, alimentados, sustentados e criados por esta boa Mãe, até que Ela os gere para a glória depois da morte.

As dores de parto sempre depois é gerada uma grande alegria!
O Concílio de Éfeso, no dia 22 de junho do ano 431, dirigido pelo Papa Celestino I, condenou as teses nestorianas, e afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou e definiu:
Se alguém não professa que o Emanuel (Cristo) é verdadeiramente Deus, e que a Virgem Santa é Mãe de Deus, (Theotokos) que gerou segundo a carne o Logos de Deus feito carne, seja excomungado. 

Muitos Concílios repetiram e confirmaram esta doutrina, dentre estes, o Concílio de Calcedônia e o Concílio de Constantinopla II.  O Concílio Ecumênico Vaticano II, (2004, art. 66), faz referência ao dogma da seguinte maneira:
“Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades.”
O Dogma da Maternidade Divina teve como base as seguintes escrituras:
Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. (Is 7,14)
Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei. (Gl 4,4)
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. (Lc 1,35)
Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? (Lc 1,43)
E os patriarcas; deles descende Cristo, segundo a carne, o qual é, sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém.  (Rm 9, 5)


Referências Bibliográficas:
AQUINO, Prof. Felipe (ORG.). Riquezas da igreja. 2ª ed. São Paulo: Canção Nova, 2009
BÍBLIA Sagrada. 134ª ed. Revisada por Frei João José Pedreira de Castro. São Paulo: Ave-Maria, 2000.
BOFF, Clodovis. Mariologia Social. O significado da Virgem para a sociedade. Paulus, 2006
CATECISMO da igreja católica: edição típica vaticana. São Paulo: Loyola, 2000.
CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II. Lumen Gentium: Constituição Dogmática sobre a Igreja. 17ª ed. São Paulo: Paulinas, 2004. 142p.
COYLE, Kathleen. Maria na tradição cristã: a partir de uma perspectiva contemporânea. São Paulo: Paulus, 1992.
CURY, Augusto. MARIA, a maior educadora da história. Planeta,2007
MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria: preparação ao reino de Jesus Cristo. Anápolis: Serviço de Animação Eucarística Mariana, 2002.





César Mariano

Coordenador Geral da Fraternidade Discípulos da Mãe Deus.





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Para citar esse artigo:
César Mariano
Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus | A ALEGRIA DE SER GRÁVIDA DE DEUS
http://formacaodiscipulosdamaededeus.blogspot.com.br/2012/12/maria-alegria-de-ser-gravida-de-deus-lc.html

quinta-feira, 8 de março de 2012

Que nos tornemos melhores...[1]


A perene validade do apelo quaresmal
Dom Matias Fonseca de Medeiros OSB*
O retorno desses dias que os mistérios da salvação humana marcaram de modo mais especial e que precedem imediatamente a festa da Páscoa, exige que nos preparemos com maior cuidado por meio de uma purificação espiritual.[2]
                Todos os anos, a Igreja, no tempo da Quaresma, convida seus filhos e filhas a acessar a misericórdia divina através de um programa de conversão evangélica. As celebrações litúrgicas desse período nos inserem naquela atmosfera penitencial que, paulatinamente, nos vai conduzindo ao monte santo da Páscoa. Por outras palavras, secundando o que dizia São Leão Magno, nesses quarenta dias dedicados a uma cuidadosa purificação espiritual, nos preparamos, reverentes, para usufruir os dons pascais.[3]
UM PROCESSO TERAPÊUTICO
                Com efeito, a penitência quaresmal se apresenta como um processo terapêutico de cura do pecado e do mal que, voluntariamente ou não, praticamos. Já São Paulo advertia, na Carta aos Romanos, para essa realidade contraditória e incoerente que habita o ser humano: Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero.[4] Contudo, longe de nos acomodarmos a um pessimismo estéril, sabemos que a graça de Cristo torna-se força de renovada transformação quando lhe abrimos de par em par as portas do coração. Por isso mesmo, com afetuosa solicitude, a Mãe Igreja propõe a seus filhos esse tempo favorável, exortando-os a não receber em vão a graça divina.[5] Mediante um conjunto de práticas exteriores, queremos dar significado a nossa disposição interior para mudar de vida. São Bento, ao organizar a programação quaresmal de seus monges, elenca algumas dessas práticas.[6]
Para vivenciar ao inverso a palavra de São Paulo há pouco mencionada, ou seja, fazendo o bem que queremos e evitando o mal que não queremos mais praticar, é necessário, antes de tudo, entrar no próprio íntimo e buscar a conversão do coração, pedindo com o Salmista: Criai em mim, ó Deus, um coração puro, renovai em mim um espírito resoluto.[7] Sem essa «transformação cardíaca», os atos de penitência, além de desprovidos de qualquer sentido, não passariam de meras formalidades. E contra tais extereótipos inócuos, o Salvador é taxativo no Evangelho: Ai de vós...[8]
Na verdade, o Senhor está sempre esperando de nós aquilo que, com tanta justeza, o Salmista também exprime: Sacrifício para Deus é um espírito contrito; não desprezais, ó Deus, um coração contrito e humilhado.[9] Só um coração assim, convertido e restaurado, será capaz de produzir frutos de autêntica santidade. Análogo ensinamento vamos encontrar no Catecismo da Igreja Católica: Este esforço de conversão não é apenas uma obra humana. É o movimento do «coração contrito» atraído e movido pela graça a responder ao amor misericordioso de Deus que nos amou primeiro.[10]
UM CORAÇÃO CONTRITO
Falamos de coração contrito. O profeta Ezequiel trata, em seu livro, da remoção de um coração de pedra que será substituído por um outro de carne: Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Removerei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne.[11] Através da palavra profética, Deus nos convida a uma mudança de atitudes que consiste no «amolecimento» do coração contaminado pelo pecado e pelo orgulho. A contrição é a etapa de passagem do coração de pedra para o coração de carne, ou seja, do coração ferido pelo mal, pesado e enrijecido, para o coração purificado, renovado e recuperado na ordem da graça.
A contrição que converte é, sem dúvida, conseqüência da penitência interior, que justifica as práticas penitenciais exteriores. Melhor explicando: os sinais visíveis de penitência expressam seus movimentos interiores.
E o que é a penitência interior? É uma orientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo o nosso coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal e repugnância às obras más que cometemos. Ao mesmo tempo, é o desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça.[12]
Sabendo de tudo isso, nada mais resta senão pôr em prática, no cotidiano da vida, o que o Senhor está, aqui e agora, pedindo, a cada um de nós: Precisais deixar a vossa antiga maneira de viver e despojar-vos do homem velho, que vai se corrompendo ao sabor das paixões enganadoras. Por outro lado, precisais renovar-vos, pela transformação espiritual de vossa mente, e vestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade.[13]
UMA «VIDA QUARESMAL»
É costume nos mosteiros beneditinos que, no início da Quaresma, os monges entreguem ao Abade uma cédula na qual escrevem algumas penitências que se propõem a praticar, durante a sagrada quarentena, com o propósito de se corrigirem das faltas cometidas. Pretendem assim não apenas celebrar a Santa Páscoa com o coração purificado de todas elas, mas também melhorar daí por diante a qualidade e a prática de sua vida espiritual e humana. Concretamente, é o esforço que cada um realiza, buscando a transformação da própria mente a fim de tornar-se um homem novo, isto é, viver, com o auxílio da graça, na verdadeira justiça e santidade.
Embora a Regra de São Bento trate da observância da Quaresma em um capítulo específico,[14] contudo, em muitas de suas passagens, o tema da conversão está sempre presente. No mencionado capítulo, quando se afirma que a vida do monge deve ser, em todo o tempo, uma observância de Quaresma,[15] claro está que o inteiro viver do monge é um processo gradual e permanente de renovação interior. Neste sentido, uma passagem do Prólogo da mesma Regra é bastante significativa: Espera o Senhor todos os dias que nos empenhemos em responder com atos às suas santas exortações. Por essa razão, os dias desta vida nos são prolongados como tréguas para a emenda dos nossos vícios, conforme diz o Apóstolo: «Então ignoras que a paciência de Deus te conduz à penitência?». Pois diz o bom Senhor: «Não quero a morte do pecador, mas sim que se converta e viva».[16]
                Portanto, o processo terapêutico de cura do pecado, já aludido, não se restringe apenas ao tempo quaresmal, que devemos guardar com toda a pureza,[17] mas é diário e perdura a vida inteira. Todos têm de se renovar a cada dia para evitar a ferrugem inerente à condição mortal, e não há ninguém que não deva se esforçar para progredir no caminho da perfeição.[18]
                A quem deseja se converter, Deus concede tempo. E, porque é bom, espera sempre que nos tornemos melhores.[19] Tornar-se melhor significa deixar a graça divina operar em nosso íntimo, consentir que ela aja. É o que faz São Bento dizer: O que achar de bem em si, atribuí-lo a Deus e não a si mesmo.[20]
                O que a Regra Beneditina preceitua para os monges é válido para todo e qualquer cristão.
Para efetivar essa terapia penitencial é preciso tomar as devidas providências. Quais?
A ATITUDE FUNDAMENTAL: ESCUTAR
Primeiramente, escutar. O ato de escuta é condição preliminar para se realizar algo. A palavra escutada pede, exorta: Completou-se o tempo, e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede na Boa Nova.[21] Converter-se e crer, dois movimentos que se completam. A voz divina que, «naquele tempo», começava assim sua pregação na Galiléia, continua admoestando os homens e as mulheres de todos as épocas a se transformarem. Por conseguinte, que cada um, interpelado por semelhante convite, mude de conduta e viva! [22] É fundamental, para tanto, nos dispormos ao diálogo com esse Deus paciente, que prolonga como trégua os dias desta vida para a emenda dos nossos vícios: ele é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.[23] Vejamos como isso pode acontecer.
O penitente começa se dispondo, com um coração filial,  a escutar o Filho recomendado pela voz paterna: Escuta, filho: este é o meu Filho amado.[24] Se Cristo, o Filho amado do Pai, é objeto do nosso amor preferencial: Nada absolutamente anteponham a Cristo,[25] escutar sua palavra é caminho seguro para quem pretende enveredar pelos caminhos de uma vida santa. Ela nos estimula a fazer, o quanto antes, aquele «transplante cardíaco» anunciado pelo profeta Ezequiel e reavivado pela admoestação do Salmista: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não permitais que se endureçam vossos corações.[26]
São Gregório Magno, em duas passagens de seus escritos, dá a medida exata da importância que tem a Palavra de Deus na vida de todo cristão: Realmente, o que é a Sagrada Escritura senão uma carta do Deus onipotente a sua criatura?... Procura meditar todos os dias a palavra de teu Criador. Começa a conhecer, na palavra de Deus, o coração de Deus para desejares, mais ardentemente, os bens eternos, e que teu coração se inflame de desejos ainda maiores pelas alegrias do céu.[27] E: A Palavra de Deus cresce juntamente com quem a lê... Dela tirarás proveito na medida em que nela progredires... Melhor se descobre o maravilhoso poder da Palavra de Deus quando o coração de quem está lendo é penetrado de amor pelas coisas vindas do alto. [28]  
Por isso, a prática da lectio divina, recomendada com maior empenho no tempo quaresmal, ressalta o valor da Sagrada Escritura como única e exclusiva fonte inspiradora da conversão cristã. Mesmo assim, não basta somente escutá-la. Nossos propósitos e esforços ascéticos só lograrão êxito se forem bem alicerçados pela obediência e pela oração.
Pela atitude de obediência: Ouvem o que digo e me obedecem,[29] o cristão responde por atos as interpelações que o Senhor lhe dirige enquanto ouve, coração atento, sua palavra, procurando executar eficazmente[30] tudo o que dela hauriu. Cumprindo-a com fidelidade, ele será feliz: Andai pelos caminhos que vos ordenei para serdes felizes.[31] 
Pela oração, o cristão volve o olhar para o alto, confiando e esperando que o Senhor Jesus, seu modelo de oração e de vida, levará a bom termo a obra nele começada. Pois, como ensina São Bento: Antes de tudo, quando encetares algo de bom, pede-lhe com oração muito insistente que seja por ele plenamente realizado[32].
Escutando a Deus na lectio divina e lhe respondendo na obediência e na oração,[33] o cristão concretiza em sua vida aquele diálogo essencial para que a vida divina, nele semeada no dia do Batismo, possa crescer e produzir abundantes frutos.


AGIR SOBRE SI MESMO
Partindo dessa premissa, chegamos ao segundo estágio da terapia penitencial: agir. Por outros termos: a escuta amorosa e obediente da Palavra de Deus, que cresce juntamente conosco, nos instiga a responder com atos às suas santas exortações.[34] É preciso mudar a nossa maneira de pensar e de agir, dar uma nova orientação à própria vida, deixar o Espírito Santo agir à vontade para, com seu divino cinzel, esculpir na pedra bruta que somos a imagem de Jesus Cristo.
Estamos agora bem no cerne da questão. Mais acentuados no período quaresmal, nossos propósitos de conversão, como já foi dito, não se restringem apenas a este tempo. Pois, o cristão, como alguém que verdadeiramente procura a Deus, é também um combatente. E sua luta, objetivando a perfeição da caridade, só terá fim quando ele tiver dominado e extirpado os vícios da carne e dos pensamentos,[35] chegando então aos maiores cumes da doutrina e das virtudes.[36] Logo, sua Quaresma é perene.
Trata-se, por conseguinte, de um processo de purificação e iluminação da própria consciência à luz da Palavra de Deus. Processo este que supõe necessariamente determinadas rupturas em vista da escolha que fizemos por Cristo.
A primeira e mais elementar dessas rupturas é a renúncia à vontade própria, para realizar, na obediência da fé, a vontade de Deus. Por outras palavras: a renúncia àquela e o conseqüente cumprimento desta são condições essenciais para se viver na intimidade divina. É o que Jesus proclama: Todo aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.[37]
A conversão é ainda um trabalho interior que consiste em restaurar imagem de Deus na alma, ofuscada pelo pecado de nossos primeiros pais. Esse labor de transfiguração evangélica, que é dinâmico, se torna efetivo no abandono do pecado para abraçar a vida da graça. A este respeito, São Paulo recomenda: Eu vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso verdadeiro culto. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.[38] E ainda: Precisais renovar-vos, pela transformação espiritual de vossa mente, e vestir-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade.[39]
Com efeito, não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual envolve ascese e mortificação, que levam gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças.[40] Os atos de penitência, tais como os jejuns e as mortificações, são apenas meios ascéticos que muito nos ajudam e fortalecem para percorrer, com o coração dilatado e inenarrável doçura de amor, no caminho dos mandamentos de Deus.[41]
UM DOM DO ESPÍRITO
Enfim, por maior que seja o esforço empreendido, a vida renovada e transformada é obra da graça. Pois sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam.[42] E se dizemos obra da graça, dizemos também que é ação do Espírito Santo. Com efeito, a graça é antes de tudo e principalmente o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica.[43] O dinamismo da conversão é uma arte espiritual. A arte espiritual é uma arte de viver: somente será um ideal verdadeiro se for arte no Espírito.[44] Sua prática supõe um constante e incessante progredir. É o que diz São Gregório de Nissa: Aquele que vai subindo jamais cessa de progredir de começo em começo, por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece.[45] 
Tendo superado com generosidade todos os entraves e dificuldades da natureza humana que impedem a ascensão de sua alma para Deus, o cristão sabe que a meta de seu ascetismo é a perfeição da caridade divina que lança fora o temor: Eis o que, no seu operário, já purificado dos vícios e pecados, se dignará o Senhor manifestar por meio do Espírito Santo.[46]
Porém, o percurso ascético da vida cristã é realizado jubilosamente. Preparando-se para celebrar a santa Páscoa, é com alegria que o cristão oferece a Deus seu programa de conversão quaresmal, alegria que é também um dom do Espírito Santo.[47] No seu coração não há lugar para a tristeza. Até mesmo quando, em sua subida que jamais cessa, não lhe faltarem as coisas ásperas e duras que estão no caminho de Deus, que ele saiba abraçá-las com coração aberto e sem sombra na alma.[48]
Fiéis ao dom da graça que nos converte e santifica, de coração contrito e humilde, perseveremos em nossos propósitos de uma vida nova para que nos tornemos melhores.


Concluamos, rezando com Balduíno de Cantuária:
Arranca de mim, Senhor, o coração de pedra. Tira o coração de pedra, tira o coração incircunciso; dá-me um coração novo, coração de carne, coração puro! Tu, purificador dos corações e amante dos corações puros, apossa-te de meu coração e nele habita, envolvendo-o e enchendo-o. Tu, superior ao que tenho de mais elevado, interior ao que tenho de mais íntimo! Tu, forma da beleza e selo da santidade, marca meu coração com tua imagem. Sela meu coração com a tua misericórdia, Deus de meu coração e minha parte, Deus para sempre. Amém.[49]
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Dom Matias Fonseca de Medeiros, OSB,
é monge do Mosteiro de São Bento
do Rio de Janeiro.





[1] Nos converti in melius: Regra de São Bento, cap. 7, 30.
[2] S. LEÃO MAGNO, Sermão 6 sobre a Quaresma, 1: PL 54, 285.
[3] Cf. Hino ferial das Laudes do Tempo Quaresmal.
[4] Rm 7, 19.
[5] Cf. 2Cor 6, 1-2.
[6] Acrescentemos, portanto, nesses dias, alguma coisa ao encargo habitual da nossa servidão: orações especiais, abstinência de comida e bebida; e assim ofereça cada um a Deus, de espontânea vontade, com a alegria do Espírito Santo, alguma coisa além da medida estabelecida para si; isto é: subtraia ao seu corpo algo da comida, da bebida, do sono, da conversa, da brincadeira,... Regra de São Bento, cap. 49, 5-7.
[7] Sl 50 (51), 12.
[8] Cf. Mt 23, 1-36.
[9] Sl 50 (51), 19.
[10] Catecismo da Igreja Católica, n. 1428.
[11] Ez 36,26.
[12] Catecismo da Igreja Católica, n. 1431.
[13] Ef 4, 22-24.
[14] Regra de São Bento, capítulo 49: Da observância da Quaresma.
[15] Regra de São Bento, 49, 1.
[16] Regra de São Bento, Prólogo 35-38.
[17] Cf. Regra de São Bento, 49, 2.
[18] S. LEÃO MAGNO, Sermão 6 sobre a Quaresma, 1: PL 54, 285.
[19] Regra de São Bento, 7, 30.
[20] Regra de São Bento, 4, 42.
[21] Mc 1, 15.
[22] Ez 33, 11.
[23] Sl 102 (103), 8.10.
[24] Regra de São Bento, Prólogo 1; cf. Mc 9, 7.
[25] Regra de São Bento, 72,11; 4, 21.
[26] Sl 94 (95), 8.
[27] S. GREGÓRIO MAGNO, Carta 31: Patrologia Latina (Migne) 77, 706.
[28] S. GREGÓRIO MAGNO, Homilias sobre Ezequiel I, VII, 8: Sources Chrétiennes 327, 244/245.
[29] Sl 17 (18), 45.
[30] Regra de São Bento, Prólogo 1.
[31] Jr 7, 23.
[32] Regra de São Bento, Prólogo 4.
[33] Cf. Regra de São Bento, 4, 55-56.
[34] Regra de São Bento, Prólogo 35.
[35] Regra de São Bento, 1, 5.
[36] Regra de São Bento, 73, 9.
[37] Mt 12, 50.
[38] Rm 16, 1-2.
[39] Ef 4, 23-24.
[40] Catecismo da Igreja Católica, n. 2015.
[41] Regra de São Bento, Prólogo 49.
[42] Rm 8, 28.
[43] Catecismo da Igreja Católica, n. 2002.
[44] HUERRE, D., Vers Dieu et vers les hommes, un chemin de conversion, (Vie Monastique 22), Abbaye de Bellefontaine 1989, 119.
[45] S. GREGÓRIO DE NISSA, Homilia 8 sobre o Cântico dos Cânticos: Patrologia Grega (Migne) 44, 941C.
[46] Regra de São Bento, 7, 70.
[47] Cf. Gl 5, 22.
[48] DE ALMEIDA PRADO, L. Na procura de Deus, Rio de Janeiro, 1992, 92s.
[49] BALDUÍNO DE CANTUÁRIA, Tratado 10: Patrologia Latina (Migne) 204, 516.