quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Discipulado



O que é ser Discípulo?
            Na antiguidade os mestres convidavam seus discípulos a se vincular ao transcendente e os mestres da lei propunham a adesão a Lei de Moisés. A proposta de Jesus é inovadora, nos convida a encontrar e a Ele nos vincularmos estreitamente porque é fonte da vida.
A convivência com Ele revelou aos discípulos duas coisas: Não foram eles que O escolheram, e sim Cristo, foram convocados para algo, mas para alguém, escolhidos para se vincularem a pessoa Dele.
“Os escolheu para que fossem dele”.
            O Discípulo experimenta que a vinculação íntima com Jesus no grupo dos seus é participação na vida saída das entranhas do Pai, é formar-se para assumir seu estilo de vida e motivações, seguir sua mesma sorte e assumir sua missão de fazer nova todas as coisas.
“Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor (...) Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto (...) Meu Pai é glorificado quando produzis muito fruto  e vos tornai meus discípulos”. (cf. Jo 15, 1-8)
            Jesus revela o tipo de vínculo que deseja estabelecer: Não os quer como Servos!

Vocação do Discípulo
Pescador de Almas: “Segue-me e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4, 18)
Exigências da vocação apostólica: “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos” (Mt 8,21)
Chamado de Mateus: “Jesus lhe disse: Segue-me” (Mt 9,9)
Condições para segui-lo: “Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga, quem perder a sua vida por mim a encontrará (Mt 16, 24-25)
O perigo das riquezas: “Se queres ser perfeito, vai vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!”(Mt 19, 21-22)
Encontro com Nicodemos: “Quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus” (Jo 3, 4-7)
Identidade do Discípulo: Assemelhar-se ao mestre “ser odiado pelo mundo, amar aos irmãos, carregar a cruz, receber calúnias e difamações em nome Dele, dar testemunho” (Jo 15, 18-27)
Vida do Discípulo
Adoção filial em Cristo: “Quando chegou à plenitude dos tempos, Deus enviou o seu filho nascido de uma mulher e submetido a uma lei” (Gl 4,4)
Unidade com a Igreja: Na diversidade de dons concedidos “para a edificação do Corpo de Cristo, até alcançarmos a unidade da fé e o pleno conhecimento de Jesus” (Ef 4, 1-20)
Amor a Cruz: “Há muitos que são inimigos da Cruz de Cristo: seu fim é a destruição” (Fl 3, 18)
Abraçar a vida nova: “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do Alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Col 3, 1-25)
Manter a vigilância: “O dia do Senhor virá com um ladrão da noite” (I Tes 5, 2)
Fraternidade: “Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos” (Fl 2, 2)

Dez pontos chaves do Discipulado 
Documento de Aparecida
1.      Realizar um encontro vivo, persuasivo e decisivo com Jesus; 
2.      Ter admiração e fascinação por Jesus; 
3.      Sentir atração, vinculação, intimidade e viver o seguimento de Jesus; 
4.      Assumir o estilo de vida, o destino, a cruz e a glória de Jesus; 
5.      Compartilhar com os outros a experiência do encontro com Jesus; 
6.      Ser discípulo na comunhão eclesial;
7.      Assumir a formação para o discipulado; 
8.  A vida em Cristo comporta a libertação integral, a humanização, a reconciliação e a inserção social; 
9.      A alegria em ser Discípulo; 
10.  Ser discípulo missionário, apaixonado a serviço da vida.

Os nove lugares do encontro com Jesus Cristo
Documento de Aparecida 
1.      Igreja: Comunidade de amor 
2.      Sagrada Escritura: Jesus fala a nós através de sua Palavra 
3.  Sagrada Liturgia: Em cada Santa Missa renova-se o sacrifício de Jesus, a Eucaristia é o lugar privilegiado de encontro 
4.      Sacramento da Reconciliação: Retorno aos braços do Pai 
5.      Oração pessoal: Aprofundar a fé e a amizade com o Senhor 
6.      Humanidade: Que espera a manifestação dos filhos de Deus 
7.      Piedade popular: Exercício de fé do povo simples 
8.      Devoção Mariana: Na imitação da perfeita discípula 
9.      Devoção aos Santos: Exemplos que estimulam nossa santificação

Discípulo da Mãe de Deus... Na Igreja, para a humanidade!
Carisma: “Fazer Maria Santíssima mais conhecida e amada em preparação a segunda vinda gloriosa de Jesus”;
Vocação: Numa “vida de irmãos” buscarem a imitação e a total dependência para com a Santíssima Virgem, a fim de melhor louvar, adorar e bendizer Jesus Cristo como nosso Senhor;
Apostolado: Anúncio da total consagração a Jesus por meio de Maria Imaculada preconizada por Montfort, Catequese de crianças, jovens e adultos, oração pela santificação do Clero e acolhimento e promoção de retiros de espiritualidade;
Dimensões: Acolhimento, Vivência e Resgate.

Maria: a perfeita discípula
           Em Maria se alcança a máxima realização da existência cristã, de uma vida de união com a Trindade, sua colaboração com o projeto salvífico divino é eminente, ela chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes, pelo seu exemplo de fé e obediência ao Senhor foi escolhida para produzir o renascimento espiritual dos Discípulos.
            Grande missionária, continuadora da missão do seu Filho e formadora dos missionários, no caminho do Discipulado Ela nos aponta o brilho ofuscante e insondável do Filho, unindo-nos e nos conformando a Ele, nos ensinando a fazer tudo o que Ele nos diz;
Para percorrer este caminho de Discipulado com Maria basta que nos recordemos do ato de entrega total a Ela que fizemos: “Eu sou todo Vosso”, e tudo mais ela fará para a maior glória do nosso único Mestre e Senhor, Jesus Cristo.
O Discipulado é uma verdadeira comunidade de amor!

Discípulos da Mãe de Deus na Igreja e para a Igreja!



Referências:
DOCUMENTO DE APARECIDA - Texto concluído da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, Paulinas, Paulus e CNBB, 2007.
Regras de vida, Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus



Mônica Mariana
Missionária DMD, graduanda do curso de Teologia.






Para citar esse artigo:
Mônica Mariana
Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus | O DISCIPULADO
http://formacaodiscipulosdamaededeus.blogspot.com.br/2012/08/o-discipulado.html

Marianos e Eucarísticos por essência!



Vocação
Palavra latina “Vocare”: Chamar
O cerne de uma vocação inicia no Chamado que Deus faz pessoalmente a cada um de nós, desejando revelar ao homem a primeira finalidade para o qual o criou. Se há um chamado obviamente deve haver uma resposta, nisso se fundamenta o segundo passo para abraçar uma vocação a minha resposta ao chamado de Deus, a minha liberdade vai de encontro à liberdade absoluta de Deus que chama.

Carisma
A palavra Carisma significa Graça, um Carisma é uma coisa nova para a Igreja, um dom de Deus que traz em si uma graça particular para quem vive e para quem recebe. É também uma manifestação de Jesus Cristo de uma maneira específica na Igreja em resposta aos desafios de hoje da Igreja e do mundo.
É transmissível aos outros, pois Deus coloca em outras pessoas a identificação, é uma graça maior que o fundador, uma novidade que ultrapassa sua humanidade, seu entendimento e sua capacidade humana, uma nova forma de vida.
            Os carismas surgem em atenção às necessidades da Igreja e da humanidade, são sempre suscitados pelo Espírito Santo e aglutinam as pessoas que se identificam com o mesmo, pois estas têm algo em comum. A palavra fundante é a carta magna de um Carisma, pois delimita e orienta aqueles que o possuem.
            No contexto das Novas Comunidades os leigos são chamados a uma vida consagrada alimentados por um só carisma, mais cada um no estado de vida que Deus lhe chamou. Estes são chamados a construir juntos a unidade, a comunhão e a família de Deus, pois além de possuírem uma vocação a salvação, a santidade e ao amor são destinados a cumprir uma missão em favor dos demais.
            A vocação possui um carisma específico para transformar uma realidade! A vocação Discípulos da Mãe de Deus tem a missão de anunciar e imitar a Virgem Santíssima como meio infalível de se conformar a Cristo, em atenção a sua segunda vinda na perspectiva beatífica.
            Cada homem e cada mulher foram pensados no plano de Deus com uma missão específica a ser desempenhada mediante a descoberta da sua vocação própria, no estado de vida designado por aquele que os criou.
            Assim para abraçar a uma vocação é necessário refletir também sobre a maneira de viver esse chamado, conhecer os Estados de vida pode inquietar muito, como também ajudar. O Matrimônio é o “sacramento da íntima comunhão de vida e do amor entre si” (CIC 337) quem tem o chamado a esse estado de vida deseja viver uma doação múltipla ao cônjuge e a sua família, Quem é chamado ao Celibato preferiu não casar-se para se ocupar unicamente com as coisas do Senhor, renunciando ao Matrimônio por amor do reino dos céus, e o Sacerdócio também vivendo o Celibato, participam na vida de Cristo, como Ministros do Senhor, separados do mundo para o serviço da Igreja.
            O Discípulo da Mãe de Deus pode já ser definido pelo nome discípulo, seguidor, imitador é aquele que se vê na figura de João o “Discípulo Amado” que levou Nossa Senhora para casa, nessa relação é importante destacar quatro pontos para que seja vivida de forma efetiva e madura, e chegue a dar frutos: Tomar a Virgem Maria por modelo, não devemos fazer nada que Ela não faria, Imitá-la em nosso cotidiano na maneira de “falar, de viver, na caridade, na fé e na castidade, Segui-la uma vez que ela é a nossa Mestra, esse seguimento passa pela via de suas virtudes imaculadas e a total entrega de si mesmo a Ela na forma da Escravidão de Amor.
            O verdadeiro filho de Nossa Senhora ama apaixonadamente o Santíssimo Sacramento, a Eucaristia, uma vez que nos recordamos que a nossa Mãezinha foi o primeiro Sacrário e soube dar a Jesus a maior adoração e reverência, como filhos, servos e escravos não podemos negligenciar o mistério central da nossa Fé e Vocação. Em nossas regras de vida somos convidados a viver uma verdadeira Jornada Eucarística pela participação diária da Santa Missa (de acordo com as possibilidades) para que esse amor seja fomentado mais e mais em nossos corações.  Como nos lembra São Bernardo de Claraval: “A Eucaristia é o amor que supera todos os outros amores, os do céu e os da terra”. E como resposta a esse imenso amor, em atenção às palavras de Cristo somos chamados também a vivenciar o perdão, que deve ser vivido em nossa Fraternidade sem nenhum respeito humano ou milindres, pois a principal característica do Discípulo da Mãe de Deus é a vida em Comunidade, nosso primeiro chamado, suportando uns aos outros e crescendo em meio às diferenças.
          A Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus é uma nova comunidade da Arquidiocese de Natal, fundada em 01/01/2004 pelo casal César e Mara Carvalho, tendo como Carisma “Fazer a Virgem Santíssima mais conhecida e amada em preparação à segunda vinda gloriosa de Jesus”.

Significado do Nome:
Fraternidade: Chamado a uma vida de fraternidade, como irmãos;
Discípulos: São aqueles que seguem o modelo;
Mãe de Deus: Dogma da Igreja.
            Para ser Discípulo antes devemos ser Fraternos, ter gosto e zelo pela vida em comunidade constitui a nossa vocação, a partilha de dons e experiências na busca do mesmo ideal constitui um forte alicerce, visto que nosso chamado não abarca a individualidade e sim a unidade. Cada um tem algo a oferecer ou partilhar, pois “há diversidade de dons, mas um só Espírito” (I Cor 12,4), nessa diversidade nos fazemos um em Deus e em Maria Ss., que plenifica, embeleza e aperfeiçoa tudo o que temos e somos e nos faz ser dom para o outro, numa sadia convivência.
            Discípulos, seguidores e imitadores da Sempre Virgem Maria em tudo devemos nos portar a seu modo, e conforme a sua orientação “Fazei tudo o que Ele vos disser”, para uma melhor adaptação ao Carisma é necessário o compromisso e a abertura do coração ao que nos é solicitado: Quanto ao chamado – À vivência da Palavra Fundante (I Tim 4,12-16) e ao Carisma – Fazer Maria Santíssima mais conhecida e amada, divulgando a Escravidão de Amor, o Escapulário do Carmo e o Projeto de Adoção Espiritual do Clero.
            À escuta e meditação atenta da Palavra de Deus nos é uma fonte incalculável, todo Discípulo deve buscar uma intimidade com a Bíblia ao ponto que o Evangelho enraíze e cresça no seu coração, sem esquecer o Tratado da Verdadeira Devoção obra de grande valor para o crescimento na Espiritualidade.
            A Fraternidade abrange ainda três dimensões: Acolhimento – acolher os filhos da Virgem Maria e nutri-los na vivência da Escravidão de Amor, Vivência – as pessoas que foram tocadas não só pelo ato de se consagrar, mas também pelo carisma e o Resgate – os membros seguros de sua vocação saem a percorrer os lugares pessoalmente ou pela internet na busca dos consagrados, auxiliando-os em suas diversas necessidades.

Venha fazer parte desta família!

Referências:
Regras de Vida, Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus.



Mônica Mariana

Missionária DMD, graduanda do curso de Teologia.





Para citar esse artigo:
Mônica Mariana
Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus | MARIANOS E EUCARÍSTICOS
http://formacaodiscipulosdamaededeus.blogspot.com.br/2012/08/marianos-e-eucaristicos-por-essencia.html





quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sonhos ou promessas?


Como os Reis Magos, precisamos buscar encontrar Jesus.
Perguntaram eles: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.” (Mt 2,2). 

Em busca constante deste encontro pessoal com Jesus, os consagrados são adoradores em espirito e em verdade, que com Maria, em Maria, para Maria e por Maria (TVD 257...), ajudaremos a proteger este Deus, mesmo que ele necessariamente não precise dos serviços destes escravos por amor.
 Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas. 30. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade (Mt 24, 29-30).

Os tempos que estão por vir.
Neste encontro com Jesus, não somente dos Fundadores, mas de toda a Fraternidade, todos os consagrados contemplarão e se prepararão para esta volta gloriosa de Jesus, que aguardamos profeticamente como nos ensina a nossa Palavra fundante: “Enquanto eu não chegar, aplica-te a leitura e exortação e ao ensino” (I Tm 4, 13). Anunciando a cada instante da vida, neste apostolado de apresentar a todos a consagração.
Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres. 41. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade. 42. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; 43. semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; 44. semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual (I Cor 15, 40-44).

Em condições diferentes, com compromissos espirituais variados em numero e intensidade, mesmo após a morte, temos então uma verdadeira comunidade no céu, mais eficaz que a da terra: baluartes, co-fundador, membros ativos e auxiliares, dezenas de consagrados a interceder por aqueles que ainda estão aqui, neste vale de lágrimas.
É na fraqueza que me sinto forte, toda a força vem de Deus, de Jesus Cristo seu único filho, mas nem todos tomarão posse desta verdade de maneira uniforme, regular, depende da intensidade do “sim” de cada consagrado. O homem velho se faz novo, mas todo novo?
Alguns restaurados, outros moldados, em Maria, fôrma perfeita, onde se forma um homem Deus, em toda a plenitude (TVD 218). Mas nem todos se preparam e se esforçam para ressuscitar conforme as promessas. Precisamos da fé de Maria, Ela nos fara participar de sua fé, que foi a maior que já houve na terra, que Ela por permissão do altíssimo a conservou para Igreja militante. Uma fé viva, pura, firme, ativa, corajosa, reluzente (TVD 214) daquela que acreditou! (Lc 1,45).

A descendência da Mulher ferirá a cabeça de Satanás (Gn 3, 15) e é pela fé que tomamos posse disso. A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. 2. Foi ela que fez a glória dos nossos, antepassados. 3. Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível. 4. Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício bem superior ao de Caim, 5. Pela fé Henoc foi arrebatado, sem ter conhecido a morte. 6. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que Ele existe e que recompensa os que o procuram. 7. Pela fé na palavra de Deus, Noé foi avisado, construiu a arca para salvar a sua família.  8. Foi pela fé que Abraão, partiu para uma terra que devia receber em herança. 9. Foi pela fé que ele habitou na terra prometida, com Isaac e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. 11. Foi pela fé que a própria Sara cobrou o vigor de conceber. 12.  Assim, de um só homem quase morto nasceu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como os grãos de areia da praia do mar. 13. Foi na fé que todos (nossos pais) morreram. Embora sem atingir o que lhes tinha sido prometido. 17. Foi pela sua fé que Abraão, submetido à prova, ofereceu Isaac, seu único filho, 18. Uma posteridade com o teu nome te será dada em Isaac (Gn 21,12). 19. E isso é um ensinamento para nós! 20. Foi inspirada pela fé que Isaac deu a Jacó e a Esaú uma bênção em vista de acontecimentos futuros. 21. Foi pela fé que Jacó, abençoou cada um dos filhos de José e venerou a extremidade do seu bastão. 22. Foi pela fé que José, fez menção da partida dos filhos de Israel e dispôs a respeito dos seus despojos. 23. Foi pela fé que os pais de Moisés, o esconderam durante três meses e não temeram o edito real. 24. Foi pela fé que Moisés, uma vez crescido, renunciou a ser tido como filho da filha do faraó. Foi pela fé que deixou o Egito, não temendo a cólera do rei, com tanta segurança como estivesse vendo o invisível.  28. Foi pela fé que mandou celebrar a Páscoa e aspergir (os portais) com sangue, para que o anjo exterminador dos primogênitos poupasse os dos filhos de Israel. 29. Foi pela fé que os fez atravessar o mar Vermelho. 30. Foi pela fé que desabaram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias.   31. Foi pela fé que Raab, a meretriz, não pereceu com aqueles que resistiram, por ter dado asilo aos espias. 32. Que mais direi? Faltar-me-á o tempo, se falar de Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e dos profetas. 33. Graças à sua fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, viram se realizar as promessas. Taparam bocas de leões, 34. extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio de espada, triunfaram de enfermidades, foram corajosos na guerra e puseram em debandada exércitos estrangeiros.
35. Devolveram vivos às suas mães os filhos mortos. Alguns foram torturados, por recusarem ser libertados, movidos pela esperança de uma ressurreição mais gloriosa. 36. Outros sofreram escárnio e açoites, cadeias e prisões. 37. Foram apedrejados, massacrados, serrados ao meio, mortos a fio de espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelha e de cabra, necessitados de tudo, perseguidos e maltratados (Heb 11, 1-40).

Deus criou o mundo para seus filhos, podemos dizer: para nós, e é pela fé que tomamos posse dele. Consagrados! Tenham fé, coragem! Quantos vivem um catolicismo frio, sem rumo, onde não acreditam ou tomam posse das promessas das Sagradas Escrituras, mesmo diante de tantas confirmações da Fé, vivida por nossos antepassados.

Nestes últimos tempos, os apóstolos previstos por Montfort no seu tratado (TVD 55-59), muitos serão chamados a pôr-se a prova! Ao viverem e anunciar o Evangelho serão perseguidos, caluniados, presos, desempregados, por não negarem a fé e os valores cristãos, “serão crucificados”, mas estaremos juntos, em comunidade, sendo suporte uns para os outros.

 Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. 2. Estava grávida... (  ). 3. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho. 4.    Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou a terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. 5. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. 6. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro. 7.           Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. . 9. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos. Por isso alegrai-vos, ó céus, e todos que aí habitais. Mas, ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. A Serpente vomitou contra a Mulher. 16. A terra, porém, acudiu à Mulher. 17. Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus (Ap 12, 1-17).

Esta guerra continua na terra entre os seguidores do demônio e os seguidores da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus, e esta devera aumentar, mas temos a liberdade de escolha! Existirão almas consagradas, anunciadoras do reino da Virgem Maria em preparação ao Reino de Jesus, que negarão a fidelidade ao seu batismo, aos estatutos da Fraternidade aos votos preferidos de pobreza, castidade e obediência, ou que se tornarão Escravas da inveja, da raiva, do rancor, do ciúme, da critica, do orgulho, da luxuria, da gula, da preguiça, da divisão, da intriga e do medo. Passarão do paraíso ao inferno, da luz para as trevas, deixarão de seguir o “espirito de Deus” para seguir o “espirito do mundo”. Muitos destes serão arrastados do grande grupo da Fraternidade, como aquela terça parte de Anjos seguidores de Satanás que foram varridos do céu.

Quem está de pé cuidado para não cair... (I Cor 10,12), e se cair trate de se levantar rápido!

As Promessas!
Pois bem caríssimos consagrados! Ser consagrado não é ter a vocação Discípulos da Mãe de Deus, mas fazemos parte deste mesmo exercito. Somos esta descendência da Mulher do Gênesis e do Apocalipse, que nestes últimos tempos será defendida por nós, seus escravos de amor, Ela que também, conosco fugirá, como fez com o menino, nos levando a um lugar seguro de retiro, o “Sagrado Coração de Jesus e o Seu Imaculado Coração”, unidos num só, onde todos nós juntos, consagrados, todos aqueles que perseverarem fieis até o fim, “resto de Israel” (Je 31,7), sobreviventes da grande tribulação (Ap 7,14), vitoriosos desta guerra, contemplaremos a prometida Jerusalém Celeste (Hb 12,22) quem sabe... A Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus Celeste! Onde nós encontraremos todos os consagrados, Jesus, Maria, Seus Anjos e Seus Santos!

Sonhos ou promessas?

Referências:

MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. Anápolis: Serviço de Animação Eucarística Mariana, 2002.
ROCCA, Giancarlo. O carisma do fundador.  São Paulo: Paulus, 2010.
Estatuto da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus.
Regra de admissão para membros auxiliares.




César Mariano e Mara Maria
Fundadores da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus  















Para citar esse artigo:
César Mariano e Mara Maria
Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus | SONHOS OU PROMESSAS?